Ciclone-bomba deixa mais de 2,3 mil pessoas fora de casa e causa estragos no Rio Grande do Sul
8/8/20262 min read


A passagem de um ciclone-bomba pelo Sul do Brasil deixou um rastro de estragos no Rio Grande do Sul. O fenômeno provocou fortes temporais, rajadas de vento acima dos 120 km/h, destelhamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas cidades gaúchas.
De acordo com os balanços divulgados após a passagem do sistema, mais de 2,3 mil pessoas precisaram deixar suas casas, uma pessoa morreu e pelo menos cinco ficaram feridas. Mais de 100 municípios registraram algum tipo de ocorrência relacionada ao mau tempo.
Mais de 2,3 mil pessoas tiveram que deixar suas casas
O balanço aponta 2.306 pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul. Entre os municípios com maior número de moradores afetados estão cidades como Novo Hamburgo, São Leopoldo e Sapiranga.
Além dos desalojamentos, os temporais provocaram danos em residências, quedas de árvores e postes, destelhamentos e outros transtornos em diferentes regiões do estado.
Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas
A passagem do fenômeno também deixou vítimas. Uma morte foi registrada em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A vítima era um motociclista envolvido em um acidente na RS-124 durante as condições meteorológicas adversas.
Além da morte confirmada, cinco pessoas ficaram feridas em ocorrências relacionadas aos temporais.
Mais de 100 municípios registraram danos
O número de cidades atingidas também chama atenção. Levantamentos divulgados após o fenômeno apontam que mais de 100 municípios do Rio Grande do Sul registraram ocorrências.
Entre os principais problemas estão destelhamentos de casas, árvores derrubadas, danos à rede elétrica e alagamentos.
Em alguns pontos do estado, as rajadas de vento ultrapassaram os 120 km/h, aumentando o potencial de destruição do sistema.
Milhares de moradores ficaram sem energia
A rede elétrica também sofreu forte impacto. Durante a passagem do ciclone, centenas de milhares de consumidores chegaram a enfrentar interrupções no fornecimento de energia no Sul do país.
No Rio Grande do Sul, cerca de 45 mil consumidores ainda permaneciam sem energia elétrica na noite de sexta-feira (7), enquanto equipes trabalhavam para restabelecer o serviço.
O número representa um balanço daquele momento e tende a diminuir conforme os reparos avançam.
Por que é chamado de “ciclone-bomba”?
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) já acompanhava a formação do sistema entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico.
O fenômeno é um ciclone extratropical que passa por uma intensificação muito rápida, processo conhecido como ciclogênese explosiva. É justamente essa rápida queda da pressão atmosférica e intensificação do sistema que dá origem ao termo popular “ciclone-bomba”.
Esse processo pode provocar ventos muito fortes, temporais, queda de granizo e condições perigosas no litoral.
Ciclone perde força neste fim de semana
Depois de provocar transtornos no Sul e influenciar as condições meteorológicas também em áreas do Sudeste, o ciclone segue se afastando.
Segundo a previsão do INMET para sábado (8), domingo (9) e segunda-feira (10), os efeitos do ciclone extratropical diminuem gradativamente ao longo dos próximos dias.
Mesmo com o afastamento do sistema, a circulação atmosférica associada ao fenômeno contribui para a entrada de uma massa de ar mais frio em parte do país.
As autoridades seguem acompanhando a situação nas áreas atingidas, enquanto equipes trabalham no atendimento às famílias afetadas, retirada de árvores, recuperação de estruturas e restabelecimento do fornecimento de energia.
