Monumento da Integração: símbolo da diversidade e do crescimento de Petrolina

3/11/20261 min read

Quem circula pelo início da Avenida da Integração, com acesso também pela Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, no Centro de Petrolina, certamente já passou pelo Monumento da Integração. Uma obra marcante da cidade e carregada de significado histórico e social.

O monumento foi inaugurado em 8 de agosto de 1975, em um período de forte crescimento de Petrolina. No final da década de 1960, a cidade começou a receber muitas pessoas de outras regiões em busca de oportunidades de trabalho, impulsionadas principalmente pelo avanço da fruticultura irrigada, que transformava a economia local.

A obra tem como autor Luiz Carlos Nascimento Passos, e surgiu com o objetivo de simbolizar a integração urbana da cidade. Na época, a Avenida da Integração era um dos principais eixos viários de Petrolina, conectando bairros importantes e facilitando a circulação de pessoas e veículos. Por isso o monumento recebeu o mesmo nome da avenida.

A estrutura do monumento é composta por 14 colunas verticais de tamanhos diferentes, que representam os 14 bairros mais populosos de Petrolina naquele período, reforçando a ideia de uma cidade diversa, mas conectada.

Além das diferentes alturas, as colunas também possuem cores variadas, simbolizando a diversidade cultural e a miscigenação do povo brasileiro e, especialmente, a pluralidade de pessoas que se estabeleceram na região ao longo dos anos.

Popularmente, o Monumento da Integração também ficou conhecido por alguns como “Monumento da Besteira”, mas ao compreender o seu significado histórico e simbólico, fica claro que a obra representa união, crescimento e diversidade. De besteira, esse monumento não tem nada. Ele é um registro importante da história urbana e cultural de Petrolina.

Mais do que uma obra arquitetônica, o Monumento da Integração é um símbolo de um momento decisivo da cidade, quando Petrolina se expandia, se transformava e se consolidava como um polo de desenvolvimento no Sertão do São Francisco.